25 anos dos atentados de 11 de Setembro: amazonenses relembram experiências
Neste 11 de setembro, recordamos as histórias de amazonenses que estavam nos EUA durante os atentados de 2001, que resultaram em 2.977 mortes.

Manaus, nesta sexta-feira (11), marca o 25º aniversário dos atentados terroristas que demoliram as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 2001. A tragédia, que resultou em 2.977 vítimas fatais, impactou o mundo inteiro em questão de minutos.
Os ataques, perpetrados pela organização extremista al-Qaeda, visaram quatro alvos nos EUA. Entre as pessoas afetadas, muitos amazonenses compartilharam suas experiências, como os colunistas e artistas que estavam no país naquele dia fatídico.
Experiência de Alex Deneriaz
Um dos relatos é do colunista amazonense Alex Deneriaz, que estava em um voo da American Airlines entre Miami e Nova York quando os atentados ocorreram. Após desembarcar na Carolina do Norte, ele ficou alarmado ao saber que as aeronaves usadas nos ataques eram da mesma companhia aérea.
“Minutos antes de aterrissarmos, eu ouvi gritos de desespero vindo da área onde ficam os comissários de bordo. Acredito que naquele momento, a tripulação soube dos atentados”, contou Alex. Assim que desembarcou, ele percebeu o pânico das pessoas que tentavam contatar parentes em Nova York, mas todas as comunicações estavam interrompidas.
O relato de Marcelo Mourão Gomes
Outro testemunho é do bailarino clássico Marcelo Mourão Gomes, que em 2001 já fazia parte do American Ballet Theatre e estava em turnê nos EUA. Ele estava em Kansas City tomando café da manhã quando a equipe começou a acompanhar os atentados pela televisão.
“Muitas pessoas da equipe eram de Nova York e ficaram perplexas. Dois integrantes perderam amigos e familiares nos prédios atingidos. Apesar do clima de incerteza, decidimos realizar nossa apresentação, acreditando que isso ajudaria o público a esquecer a tragédia por um momento”, afirmou Marcelo.
Experiência de Benjamim Fiúza
O consultor de empresas amazonense Benjamim Fiúza também estava em Nova York durante os atentados. “Eu estava sentado no hotel quando ouvi um estrondo muito forte. Fui ver o que estava acontecendo e vi o segundo avião colidir com a torre sul do World Trade Center”, recorda ele.
Fiúza relembra que, um dia antes dos ataques, esteve no World Trade Center com outros 16 membros de sua consultoria. A memória desses eventos trágicos permanece viva, não apenas para os que estavam presentes, mas para toda a humanidade, que continua a refletir sobre os impactos do 11 de setembro.
Fonte: D24AM