A 'dose da beleza': Quando a Isotretinoína se torna tendência estética
Nos últimos meses, o uso de microdoses de Isotretinoína ganhou popularidade como 'dose da beleza', mas é preciso cautela ao considerar seus efeitos.

Recentemente, um antigo aliado da dermatologia passou a ser conhecido nas redes sociais como a "dose da beleza". Essa prática envolve o uso de microdoses de Isotretinoína, um medicamento que promete deixar a pele mais lisa, menos oleosa e com uma aparência mais refinada, mesmo em pessoas que não apresentam acne significativa.
A proposta pode parecer atraente, mas é fundamental ter consciência dos efeitos colaterais e do peso farmacológico deste remédio. A isotretinoína é reconhecida como um dos tratamentos mais eficazes para acne moderada a grave, pois atua reduzindo a atividade das glândulas sebáceas, controlando a queratinização e diminuindo inflamações na pele.
No entanto, o uso deste medicamento, que foi desenvolvido com o intuito de tratar condições sérias de pele, levanta preocupações quando aplicado como um recurso estético em peles que já são, na maioria das vezes, saudáveis. É um assunto que exige reflexão e análise cautelosa.
A adoção de remédios potentes para fins estéticos pode levar a consequências indesejadas. Embora a isotretinoína tenha demonstrado resultados positivos, seu uso desnecessário pode trazer riscos à saúde, como efeitos colaterais que variam de leves a graves.
Portanto, antes de aderir a essa nova tendência, é vital que as pessoas avaliem os prós e contras, além de consultar um dermatologista. O equilíbrio entre a estética e a saúde deve sempre prevalecer em qualquer decisão relacionada ao cuidado da pele.
Fonte: Em Tempo