A Imigração Portuguesa e sua Conexão com a Amazônia: A História de Branca Ferreira
A trajetória de Branca Virgínia Seco da Costa Ferreira, cofundadora dos Armazéns Coimbra, revela a forte ligação entre portugueses e a Amazônia, especialmente durante o ciclo da borracha.

A relação entre a Amazônia e os emigrantes portugueses é marcada pela história de Branca Virgínia Seco da Costa Ferreira, cofundadora dos Armazéns Coimbra. Nascida em 14 de julho de 1936, na vila de Penacova, no Distrito de Coimbra, ela cresceu em uma família que valorizava a educação, permitindo que se formasse em Magistério em 1956. Branca, que desafiou as expectativas de sua época, priorizou sua carreira como professora, mas sua vida tomaria um rumo inesperado ao conhecer Acácio Duarte Ferreira, um jovem que havia emigrado para o Brasil.
O encontro entre Branca e Acácio, que ocorreu quando ela ensinava em Vilarinho do Alva, levou a decisões que mudariam suas vidas para sempre. O casal se casou em 30 de julho de 1959, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, e em 25 de janeiro de 1960, embarcou para o Brasil, encerrando um ciclo em Portugal. Ao chegar na Amazônia, em 18 de fevereiro de 1960, Branca encontrou uma realidade diferente da que imaginava, o que exigiria dela força e resiliência.
O comércio foi o caminho que Branca encontrou para se reinventar na nova terra. Inicialmente auxiliando Acácio no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, ela rapidamente se adaptou ao ambiente comercial e decidiu, junto ao marido, fundar a sociedade limitada ARMAZÉNS COIMBRA em 2 de maio de 1967. A loja, que se tornou um marco na comunidade manauara, começou suas atividades na Rua dos Barés e continua até hoje sob a liderança da família, conhecida carinhosamente como a “Loja da D. Branca”.
Com o crescimento da família e do comércio, Branca e Acácio enfrentaram diversos desafios ao longo das décadas. A loja se destacou pela venda de produtos de qualidade, especialmente o bacalhau, e sempre manteve um ambiente familiar. A forte conexão que Branca estabeleceu com seus colaboradores e clientes transformou sua loja em um verdadeiro ponto de encontro, onde todos eram tratados como parte da família.
A história de Branca e Acácio é uma prova do espírito empreendedor dos imigrantes portugueses que ajudaram a moldar o comércio na Amazônia. Com a fé em Nossa Senhora de Fátima e um compromisso inabalável com o trabalho, eles deixaram um legado que inspira as novas gerações. A trajetória dos Armazéns Coimbra reflete a luta e a determinação de muitos emigrantes que, assim como Branca e Acácio, encontraram na Amazônia um novo lar e uma nova vida.
Fonte: Portal Amazônia