A Lenda da Paxiúba: A Palmeira Andante da Floresta Amazônica
A lenda da Paxiúba, contada no livro de Terezinha Éboli, narra a história de Milomaqui, um jovem indígena que inspirou a curiosa palmeira da Amazônia.

A lenda da Paxiúba é uma fascinante história apresentada no livro ‘A Lenda de Paxiúba', escrito por Terezinha Éboli e ilustrado por Graça Lima, lançado pela editora Universo dos Livros. Essa narrativa faz parte do rico imaginário da Amazônia, onde histórias ancestrais se entrelaçam com a própria essência da floresta.
No coração da lenda, encontramos Milomaqui, um jovem indígena da aldeia dos Kamayurás, cuja voz encantadora fazia com que todos parassem suas atividades para ouvi-lo cantar. Seu canto, além de ser uma melodia hipnotizante, tinha o poder de purificar corações, afastando sentimentos negativos como ódio e ira.
No entanto, o cacique da tribo viu o poder do canto de Milomaqui como um empecilho, já que os indígenas deixavam de trabalhar para ouvir suas canções. Temendo que o jovem continuasse a encantar a todos, o cacique decidiu proibi-lo de cantar, ameaçando retirar sua sombra caso insistisse.
Após ser libertado, Milomaqui fugiu para a floresta, onde se aventurou entre as árvores, mas a vontade de cantar era forte. Em um momento de fraqueza, ele cantou para uma jovem indígena que o ouviu e adormeceu para sempre. Com medo e tristeza, Milomaqui se escondeu em uma árvore até que uma bruma seca tomou conta da floresta e ele decidiu descer.
Os indígenas, ao encontrarem Milomaqui, o enterraram em um solo fértil, e de seu sepulcro brotou uma palmeira alta, cuja beleza e singularidade levaram os nativos a nomeá-la Paxiúba. Essa palmeira, conhecida por suas raízes expostas que parecem 'andar', é um símbolo da lenda que perdura entre as gerações, unindo a história de Milomaqui à natureza exuberante da Amazônia.
Fonte: Portal Amazônia