A neglect of Manaus' historical memory and architecture
A gestão municipal ignora a preservação do Centro Histórico de Manaus, evidenciada pelo incêndio no antigo Banco da Amazônia, projetado por Severiano Mário Porto.

A administração municipal tem demonstrado um claro descaso em relação à preservação da memória histórica de Manaus, deixando o Centro Histórico em segundo plano. A situação se agrava quando a gestão só age após denúncias e protestos por parte da sociedade civil.
Recentemente, um incêndio no antigo prédio do Banco da Amazônia, localizado na Avenida 7 de Setembro e projetado pelo renomado arquiteto Severiano Mário Porto, é mais um episódio que ilustra essa falta de atenção para com a rica herança arquitetônica da região. O abandono do Centro Histórico reflete um problema maior: a inércia da gestão municipal em cuidar do patrimônio que deveria ser um orgulho para a cidade.
Com o Centro Histórico negligenciado, a limpeza e manutenção da área turística são inexistentes. O que deveria ser um cartão postal de Manaus se transforma em um retrato de abandono, dificultando o acesso da população a um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do Brasil, que remete ao auge da exploração da borracha no início do século passado.
Essa situação de descaso não afeta apenas a memória coletiva, mas também o comércio local, que enfrenta dificuldades a cada dia que passa. O fechamento das portas de diversos estabelecimentos resulta na diminuição da oferta de empregos, afetando diretamente a arrecadação tanto do estado quanto do município.
Esse abandono crônico, que se torna uma marca registrada da atual gestão municipal, demonstra que todos perdem com a falta de ação. A preservação da memória histórica e arquitetônica de Manaus deve ser uma prioridade, garantindo não apenas o resgate da identidade da cidade, mas também o fortalecimento econômico da região.
Fonte: D24AM