A Romaria das Águas: Uma Celebração da Fé e Cultura no Amazonas
A Romaria das Águas, criada em 2009, é a maior romaria fluvial da América Latina, unindo milhares de fiéis em devoção à Nossa Senhora do Carmo.

A Romaria das Águas, idealizada pelo artista amazonense Juarez Lima em 2009, se transformou em uma das maiores expressões de fé da Amazônia. Esta romaria é reconhecida como a maior romaria fluvial da América Latina em extensão, realizando anualmente o trajeto entre Manaus e Parintins, no Amazonas.
A peregrinação, que leva a imagem de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da Ilha Tupinambarana, percorre cerca de 370 quilômetros pelas águas do Rio Amazonas. A Romaria é mais do que um evento religioso; ela se tornou um símbolo da identidade amazônica, reunindo diversos fiéis que navegam em embarcações de diferentes tamanhos ao longo do rio.
Desde sua criação, a Romaria das Águas tem atraído cada vez mais participantes. Comunidades ribeirinhas recebem a imagem da santa durante o trajeto, culminando na tradicional Festa de Nossa Senhora do Carmo, que ocorre em 16 de julho. A ideia da peregrinação surgiu como um cumprimento de uma promessa feita por Juarez Lima, em agradecimento pela recuperação de seu amigo Jair Mendes, que sofreu um acidente vascular cerebral.
O evento se consolidou no calendário religioso do Amazonas e também passou a integrar as celebrações oficiais em homenagem à padroeira de Parintins. A Romaria das Águas destaca-se pela combinação de fé e arte, com a imagem de Nossa Senhora do Carmo sendo transportada em uma estrutura flutuante, uma marca registrada da peregrinação, que conta com a colaboração de artistas do Festival de Parintins.
A continuidade da Romaria após a morte de Juarez Lima, em novembro de 2024, trouxe um novo significado ao evento. A peregrinação agora também homenageia o legado do artista, com sua família e amigos mantendo viva a tradição de devoção. Desde 2025, a Romaria não apenas celebra a fé, mas também a contribuição de Juarez para a cultura amazonense, reunindo milhares de romeiros em um tributo à religiosidade popular e à memória coletiva.
Fonte: Portal Amazônia