Ação das Forças Armadas leva ajuda médica a ilha isolada no Atlântico Sul
Uma operação histórica do Reino Unido levou profissionais de saúde a Tristan da Cunha para atender um paciente com hantavírus. A missão foi realizada por paraquedistas da Brigada de Assalto Aéreo 16.

Uma operação sem precedentes das Forças Armadas do Reino Unido mobilizou profissionais de saúde, equipamentos e suprimentos para Tristan da Cunha, um arquipélago britânico localizado no Atlântico Sul. Considerada a comunidade habitada mais remota do mundo, a missão foi desencadeada após um cidadão britânico da ilha apresentar sintomas de hantavírus, uma doença potencialmente grave transmitida por roedores.
O Ministério da Defesa britânico divulgou imagens de um paraquedista, mostrando o momento em que os militares da Brigada de Assalto Aéreo 16 saltaram de um avião e aterrissaram no território. Esta foi a primeira vez na história que equipes de saúde e materiais médicos foram enviados para a ilha através de paraquedas, evidenciando a inovação na logística de ajuda humanitária.
A operação foi considerada a alternativa mais rápida para levar assistência ao paciente, que estava utilizando oxigênio e com suprimentos se esgotando. Tristan da Cunha não possui pista de pouso, e o acesso normalmente é feito por barco, o que pode levar mais de uma semana. Diante da urgência, o governo britânico optou por essa estratégia.
Seis paraquedistas, um consultor da Força Aérea Real (RAF) e um enfermeiro do Exército participaram da missão, todos da Brigada de Assalto Aéreo 16, que é especializada em operações aerotransportadas. Eles partiram da base de RAF Brize Norton a bordo de um Airbus A400M Atlas, com apoio de uma aeronave RAF Voyager. Após um reabastecimento, a equipe aguardou na Ilha de Ascensão antes de prosseguir para o salto final.
O salto foi considerado um dos mais desafiadores da carreira dos paraquedistas, que foram lançados a cerca de cinco quilômetros da costa, enfrentando ventos fortes e um terreno acidentado com um campo de golfe coberto de pedras como zona de pouso. Apesar das dificuldades, todos conseguiram aterrissar em segurança e foram recebidos com entusiasmo pela população local, que expressou alívio ao ver a chegada da ajuda. O brigadeiro Ed Cartwright destacou que a velocidade da resposta foi fundamental para garantir o atendimento adequado ao paciente.
Fonte: D24AM