AdaptaSUS emite alerta sobre focos de incêndios em 15 estados brasileiros
O AdaptaSUS divulgou um informe sobre focos de calor e a qualidade do ar em 15 estados, alertando para os riscos à saúde da população.

BRASÍLIA – O informe semanal intitulado Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde destaca a presença de focos de calor, a qualidade do ar e a população potencialmente exposta à fumaça. Este documento, que faz parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, é uma ferramenta importante para as equipes de vigilância em saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em tempos de eventos climáticos adversos.
Atualmente, 1.153 focos de calor foram identificados em 15 estados, conforme aponta o relatório. O monitoramento é realizado durante a fase ativa do fenômeno climático El Niño, que pode provocar alterações significativas nos padrões de precipitação e temperatura em todo o Brasil, favorecendo a ocorrência de incêndios florestais e períodos de estiagem.
Além de acompanhar as previsões meteorológicas, o informe recomenda que a população mantenha acessíveis os contatos de emergência e siga as orientações das autoridades locais. É aconselhado aumentar a ingestão de líquidos, planejar a redução de saídas e, se necessário, estocar suprimentos essenciais, como alimentos e medicamentos, para minimizar riscos durante períodos de baixa qualidade do ar.
O uso de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100 é fortemente recomendado quando houver necessidade de sair, garantindo que cubram corretamente nariz e boca. Os cidadãos devem evitar atividades físicas pesadas ao ar livre, especialmente entre 12h e 16h, quando as concentrações de ozônio são elevadas, e manter portas e janelas fechadas em suas residências durante episódios de poluição.
Por fim, o documento disponibilizado pelo Ministério da Saúde, intitulado “Queimadas e Incêndios Florestais – Alerta de Risco Sanitário e Recomendações para a População”, contém orientações sobre como reduzir a exposição à fumaça. O informe também salienta que grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades, devem redobrar a atenção às recomendações e buscar assistência médica ao primeiro sinal de problemas respiratórios.
Fonte: Amazonas Atual