Agosto Lilás: Um Mês de Conscientização e Apoio à Mulher em Manaus
O Agosto Lilás destaca a importância do acolhimento psicológico e do combate à violência contra a mulher, incluindo formas não físicas de agressão.

A violência contra as mulheres é um problema complexo que vai além da agressão física. No Brasil, a legislação reconhece diversas formas de violência, incluindo a psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ameaças, humilhações e controle da vida pessoal são exemplos que precisam ser identificados e combatidos.
No contexto atual, a informação e o acolhimento qualificado são essenciais. Muitas mulheres têm dificuldade em reconhecer que estão em situações de violência, especialmente quando há dependência emocional ou financeira, ou quando o agressor é um familiar. Segundo Thalita Coser, professora do curso de Psicologia da UNINORTE, o acolhimento é uma etapa crucial para que a vítima compreenda sua situação e encontre caminhos seguros para proteção.
“O acolhimento e a orientação são fundamentais para que a mulher vítima de violência se sinta segura para falar sobre o que está vivendo, sem julgamentos e sem culpabilização”, afirma Thalita. O atendimento psicológico pode ser um grande aliado, ajudando a mulher a reconhecer seus sentimentos, fortalecer a autoestima e entender que não é responsável pela violência sofrida.
Após experiências de violência, é comum que as mulheres enfrentem sentimentos como medo, culpa e insegurança, que podem persistir mesmo após a situação de agressão ter terminado. A psicoterapia serve como uma ferramenta valiosa nesse processo de reconstrução, oferecendo um espaço para que a mulher fale sobre suas experiências sem medo de ser julgada, ajudando-a a fortalecer seus recursos emocionais.
A UNINORTE está comprometida com a luta contra a violência de gênero e participa ativamente de campanhas de conscientização. A instituição acredita que a educação contínua e a criação de ambientes de acolhimento são fundamentais. Durante o Agosto Lilás, a mensagem de que nenhuma mulher deve ser responsabilizada pela violência que sofre é reforçada, incentivando a busca por apoio na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou pelo canal Ligue 180.
Fonte: D24AM