Aldeia Apiaká Recebe Autorização para Turismo de Pesca Esportiva
Após anos de mobilização, a aldeia Matrinxã conquista carta de anuência para turismo de pesca na Terra Indígena Apiaká do Pontal e Isolados, em Mato Grosso.

A aldeia Matrinxã, localizada na Terra Indígena Apiaká do Pontal e Isolados, em Mato Grosso, obteve a carta de anuência necessária para iniciar atividades de turismo de pesca esportiva. O documento foi publicado no Diário Oficial da União em abril e é válido até o final deste ano, com possibilidade de renovação conforme o cumprimento das regulamentações.
Robertinho Morimã, cacique da aldeia, expressou sua felicidade com a conquista, afirmando que é a primeira vez que recebem uma carta de anuência para um projeto próprio. Ele enfatizou a importância desse documento para que os indígenas possam trabalhar com mais segurança e visibilidade, demonstrando sua capacidade de gerenciar atividades sustentáveis na região.
A Terra Indígena Apiaká do Pontal e Isolados se sobrepõe ao Parque Nacional do Juruena, o que exige a gestão compartilhada com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Historicamente, os Apiaká já realizam o turismo de pesca há alguns anos, utilizando uma chumbada ecológica, que é uma alternativa biodegradável às chumbadas tradicionais, feitas de chumbo, que são tóxicas.
O projeto de turismo de pesca esportiva começou a ser desenvolvido após os Apiaká retornarem ao seu território tradicional em 2017. Desde então, eles têm buscado regulamentações para a atividade, que só foram estabelecidas pelo ICMBio em 2000. Isso possibilitou a elaboração de um Termo de Compromisso com o ICMBio e um plano de visitação conforme as diretrizes da Funai.
Além da geração de renda sustentável, o turismo de pesca e o manejo da castanha-da-Amazônia são fundamentais para a autonomia da comunidade. Eduardo Morimã, líder local, destacou que a renda proveniente do turismo ajuda a financiar projetos prioritários e melhorias na infraestrutura da aldeia. O fortalecimento dessas atividades é visto como um passo importante para garantir o bem-estar da comunidade e a preservação do território.
Fonte: Portal Amazônia