Alergia Alimentar: Entenda como se alimentar com segurança
Alergias alimentares afetam milhões globalmente e podem ser fatais. Entenda como prevenir e lidar com essas reações.

Manaus - A alergia alimentar é uma condição que impacta uma significativa parcela da população mundial, causando reações que podem variar de leves, como rouquidão, até situações extremas como a anafilaxia, que pode ser fatal se não receber atendimento imediato. Estima-se que cerca de 10% da população global possa apresentar algum tipo de alergia alimentar, embora essa prevalência varie conforme a idade e os critérios diagnósticos.
Essa condição é mais comum nos primeiros anos de vida, especialmente em crianças pequenas, mas também pode surgir ou persistir durante a adolescência, na vida adulta e até entre os idosos. A alergia alimentar é, na verdade, uma resposta do sistema imunológico a proteínas encontradas em determinados alimentos, sendo que mais de 120 alimentos já foram associados a reações alérgicas. Contudo, um número reduzido de alimentos é responsável pela maioria dos casos, incluindo leite de vaca, ovo, amendoim, castanhas, trigo, soja, peixes, crustáceos e gergelim.
O Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), afirma que a alimentação é fundamental para a saúde. Ele destaca que, no Brasil, os dados sobre alergias alimentares são limitados, dificultando uma avaliação precisa. Entretanto, o aumento exponencial dos casos é notável, e os alimentos envolvidos são bastante comuns no cotidiano das pessoas.
Sobre as causas da alergia alimentar, a predisposição genética desempenha um papel crucial, com cerca de 50% a 70% dos pacientes apresentando histórico familiar de alergias. As reações podem aparecer imediatamente após a ingestão ou algumas horas depois, com sintomas que variam de acordo com cada indivíduo. A avaliação clínica, exames laboratoriais e a elaboração de um diário alimentar são ferramentas essenciais para diagnosticar a condição, sempre com a orientação de um profissional de saúde.
A leitura atenta dos rótulos dos alimentos é primordial para evitar o consumo acidental de alérgenos. Mesmo ao cozinhar em casa, a contaminação cruzada deve ser evitada, o que exige cuidados com utensílios e superfícies. Além disso, é fundamental comunicar a alergia a restaurantes e outros estabelecimentos, além de ter sempre à mão medicamentos prescritos em caso de crises. Para as crianças, é essencial que pais e educadores orientem sobre a identificação e a prevenção do consumo de alimentos que possam causar reações alérgicas, promovendo um ambiente seguro na escola e em outros espaços sociais.
Fonte: D24AM