Alexandre Borges compartilha experiências com o vício da mãe em apostas
O ator Alexandre Borges revelou em programa que sua mãe, Rosa Linda, teve problemas com jogos de azar nos anos 90, o que influenciou sua atuação em 'Quem Ama Cuida'.

SÃO PAULO – O ator Alexandre Borges encontrou na sua história familiar a inspiração necessária para interpretar Ulisses, um personagem que lida com o vício em jogos de azar na novela “Quem Ama Cuida”. Em uma participação no programa Encontro, nesta quinta-feira (29), ele compartilhou que sua mãe, Rosa Linda Maria Borges, frequentava cassinos clandestinos durante a década de 1990.
Borges recordou que, em diversas ocasiões, ele precisou ir até esses locais para buscar sua mãe. Durante a conversa com a apresentadora Patrícia Poeta, o ator revelou que, segundo sua mãe, as apostas eram uma forma de ocupar sua mente após a aposentadoria. No entanto, com o tempo, Alexandre percebeu que essa atividade se transformou em um problema maior do que apenas um passatempo.
“Minha mãe passou por um momento assim. Nos últimos anos dela, ela ficou doente, depois teve um Alzheimer. Mas, nos anos 1990, o Brasil sempre teve uma relação dúbia com o jogo”, compartilhou o ator. Ele se lembrava de suas preocupações e tentativas de entender por que ela continuava a apostar, questionando-a frequentemente sobre suas idas aos cassinos.
Inicialmente, Borges via as visitas aos estabelecimentos como uma forma de lazer, mas logo começou a notar as consequências negativas desse hábito. Para ajudar a mãe, ele conversava com ela e chegou a quitar algumas contas que ela não conseguia pagar. “É claro que isso foi algo que, no começo, poderia ser uma diversão, mas eu senti que se transformou em um problema para ela”, explicou Alexandre.
O ator também mencionou os momentos de sofrimento de sua mãe quando ela perdia dinheiro. Ele contou que, embora tentasse abandonar as apostas, ela frequentemente retornava a esse comportamento. “Ela perdia, ficava um mês na igreja, fazia promessa, dizia que nunca mais ia jogar e sofria com aquilo”, afirmou. Alexandre buscou acolher sua mãe e sempre tentou não responsabilizá-la por suas ações, entendendo que para ela, o jogo era uma forma de escapar do tédio que enfrentava na aposentadoria. Rosa Linda Maria Borges faleceu em setembro de 2021, aos 83 anos, após complicações de saúde relacionadas ao Alzheimer e a um acidente vascular cerebral.
Fonte: Amazonas Atual