Amado Batista é condenado a indenizar família de criança que se afogou
O cantor Amado Batista deverá pagar R$ 453,8 mil à família de um garoto que morreu em seu sítio. O caso ocorreu em 2022, após um acidente na piscina da propriedade.

SÃO PAULO – Quatro anos após a tragédia que resultou na morte de uma criança de apenas três anos em seu sítio localizado em Goiás, o cantor Amado Batista foi condenado a indenizar os pais do garoto em um total de R$ 453,8 mil. O incidente aconteceu em 2022, quando um dos filhos dos caseiros que trabalham para o artista se afogou na piscina da propriedade.
Os pais do menino alegam que, durante o processo de contratação dos caseiros, solicitaram ao gerente da propriedade a instalação de grades de proteção ao redor da piscina, uma medida de segurança, já que seus dois filhos, incluindo uma filha de 10 anos à época, não sabiam nadar. No entanto, tanto Batista quanto o gerente negam que esse pedido tenha sido feito.
Em uma nota enviada à imprensa, o advogado de Amado Batista, Maurício Vieira de Carvalho Filho, destacou que a família não apresentou provas concretas do pedido de proteção e que o juiz responsável pelo caso, Leonardo de Camargos Martins, reconheceu a culpa concorrente dos pais. Segundo a decisão, eles deixaram a criança sem supervisão, o que contribuiu para o trágico acidente, já que a mãe havia se ausentado por alguns minutos para usar o banheiro.
A defesa do cantor também argumenta que houve cerceamento de defesa, pois o pedido de prova pericial técnica foi indeferido. Carvalho Filho afirma que essa prova era essencial para demonstrar as condições de segurança da propriedade. A defesa de Batista já sinalizou que pretende recorrer da decisão, contestando a atribuição de omissão ou negligência ao artista.
Além do valor da indenização, que será dividido igualmente entre os pais, Amado Batista terá que pagar uma pensão mensal equivalente a dois terços de 70% do salário-mínimo vigente, a partir da data em que o garoto completaria 14 anos até os 25 anos. Após isso, o valor será reduzido para um terço de 70% do salário-mínimo até a morte dos pais ou até que o menino atingisse a expectativa de vida registrada pelo IBGE em 2022. A criança, que foi socorrida e levada a um hospital em Terezópolis, não sobreviveu ao acidente.
Fonte: Amazonas Atual