Amazonense pode ser condenada a indenizar amigo perdido em montanha
Thayane Smith enfrenta pedido de indenização de até R$ 15 mil após deixar amigo perdido por cinco dias no Pico Paraná. O caso está em análise pela Justiça.

No estado do Paraná, o Ministério Público (MPPR) requisitou à Justiça que a amazonense Thayane Smith seja condenada a pagar uma indenização que pode variar entre R$ 13 mil e R$ 15 mil. Essa solicitação surgiu após a jovem deixar seu amigo, Roberto Farias Tomaz, para trás durante uma caminhada no Pico Paraná, o que resultou no desaparecimento dele por cinco dias na mata.
A petição do MPPR inclui uma reparação de cerca de três salários mínimos, equivalente a aproximadamente R$ 4.863, para a vítima. Além disso, o pedido contempla uma multa de cinco salários mínimos, totalizando cerca de R$ 8.105, que deve ser destinada ao Corpo de Bombeiros de Campina Grande do Sul, responsável pelas buscas na região onde Roberto foi encontrado.
O Ministério Público também solicitou que Thayane cumpra uma prestação de serviços à comunidade por um período de três meses, com uma carga horária de cinco horas semanais. Essa medida visa não apenas a reparação, mas também uma reflexão sobre a responsabilidade em situações de risco durante atividades ao ar livre.
Thayane, por sua vez, relata estar enfrentando problemas de saúde mental, como depressão, e afirma que sofreu perseguições após o ocorrido. Ela argumenta que tentou ajudar o amigo, mas que sua tentativa não teve sucesso. O advogado de Thayane contesta as acusações, defendendo que a jovem também é uma vítima nesta situação.
O incidente se deu no início de janeiro deste ano, quando Roberto ficou perdido em uma área de mata densa após ser deixado na montanha. Ele ficou isolado por cinco dias até ser encontrado pelas equipes de resgate. A defesa de Thayane argumenta que a jovem não teve a intenção de abandonar o companheiro e que se afastou apenas para buscar ajuda. A decisão sobre a homologação do pedido do Ministério Público e o pagamento da indenização ainda está sob análise do Poder Judiciário.
Fonte: D24AM