Âmbar Energia defende troca de cabos em Manaus após decisão judicial
A Âmbar Energia ressaltou a importância da modernização da rede elétrica em Manaus, após a Justiça Federal suspender a substituição de cabos de alta tensão.

MANAUS - A Âmbar Energia anunciou nesta sexta-feira (18) que a substituição dos cabos de alta tensão no Amazonas é uma medida essencial que integra o processo de modernização da rede elétrica. Essa atividade envolve a troca de cabos nus de alumínio por modelos revestidos, também de alumínio, com o objetivo de aumentar a segurança da linha de transmissão e minimizar falhas no fornecimento de energia.
A declaração da empresa veio após a Justiça Federal do Amazonas determinar, na quinta-feira (17), a suspensão imediata da troca de ramais, fios e cabos por condutores de alumínio em toda a área de concessão. Essa suspensão permanecerá em vigor até que dados técnicos sejam apresentados e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) se pronuncie sobre a regularidade do programa de substituição.
A decisão judicial ressalva, no entanto, serviços de emergência, reparos indispensáveis, intervenções necessárias à segurança e novas ligações. A Âmbar Energia, que assumiu a concessão há cinco meses, se comprometeu a melhorar a distribuição de energia no estado, e esclareceu que a modernização da rede foi temporariamente suspensa na última sexta-feira (11) para que pudesse prestar os devidos esclarecimentos aos órgãos competentes.
A companhia destacou que a substituição dos cabos está sendo realizada em conformidade com normas e práticas técnicas e que essa troca não impactará o consumo ou a tarifa paga pelos consumidores. O juiz federal Ricardo A. Campolina de Sales, que emitiu a decisão, enfatizou que a segurança é um componente crucial do conceito legal de adequação na prestação do serviço de energia elétrica.
Além da suspensão da troca de cabos, a decisão judicial exige que a Aneel inicie um processo de fiscalização em até 30 dias para investigar ocorrências registradas desde abril, incluindo trocas de condutores e apagões. Caso sejam identificadas irregularidades, a Aneel deverá abrir um processo administrativo sancionador. O juiz também determinou que a Âmbar divulgue, em até dez dias, um plano de ação e outros documentos relacionados à sua operação, com penalidades significativas em caso de descumprimento.
Fonte: Amazonas Atual