APA Triunfo do Xingu continua a ser pressionada pelo desmatamento em 2026
Relatório revela que a APA Triunfo do Xingu é a área mais pressionada pelo desmatamento na Amazônia pelo quinto ano consecutivo, com o Pará liderando as estatísticas.

Um relatório recente divulgou dados do segundo trimestre de 2026, mostrando que o Pará lidera o número de áreas protegidas ameaçadas pela derrubada da floresta na Amazônia. A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, localizada nos municípios de São Félix do Xingu e Altamira, ocupa a primeira posição em pressão por desmatamento neste período, mantendo essa liderança por cinco anos consecutivos.
Além da APA Triunfo do Xingu, o estado do Pará também se destacou por ter o maior número de áreas protegidas afetadas pelo desmatamento, com mais três unidades na lista das mais pressionadas. O Acre e Mato Grosso aparecem logo atrás, com três e duas áreas protegidas, respectivamente, mostrando que a degradação florestal é uma preocupação generalizada na região.
Esses dados fazem parte do relatório intitulado 'Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas', elaborado pelo Imazon. O estudo monitora o avanço do desmatamento em unidades de conservação e terras indígenas, fazendo uma distinção entre os territórios sob ameaça, onde a perda de floresta ocorre nas proximidades, e aqueles sob pressão, onde o desmatamento acontece dentro dos limites das áreas protegidas.
O pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr., comentou sobre a situação alarmante, afirmando que a pressão constante sobre uma área protegida impacta sua integridade. Isso resulta em degradação e fragmentação florestal, comprometendo a biodiversidade e a sustentabilidade socioambiental das comunidades tradicionais que dependem desses ecossistemas.
O relatório também apontou que, apesar da gravidade da situação no Pará, a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, foi identificada como a área mais ameaçada. A pesquisadora Bianca Santos destacou que o desmatamento já acontece dentro da unidade e novas áreas de derrubada estão se expandindo ao seu redor, o que exige atenção urgente para evitar um agravamento da situação.
Fonte: Portal Amazônia