Apoio à Exigência de Exame Toxicológico para CNH A e B Atinge 86%
Uma pesquisa revela que 86% da população apoia a exigência de exame toxicológico para a obtenção da CNH nas categorias A e B. A medida, que já existe para motoristas profissionais, está em fase de regulamentação.

Uma pesquisa de opinião encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) mostrou que 86% dos entrevistados apoiam a exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B. O levantamento foi realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec e os resultados foram divulgados na última sexta-feira, dia 24 de novembro.
No total, 2 mil pessoas foram ouvidas em 129 municípios do Brasil. O exame toxicológico foi integrado ao Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025, que está em vigor desde dezembro do ano passado. De acordo com o Ministério dos Transportes, a aplicação dessa exigência ainda está em fase de estudo.
A CNH de categoria A é necessária para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B abrange automóveis, utilitários e caminhonetes. Desde 2015, o exame já era exigido para motoristas profissionais das categorias C (caminhões), D (ônibus e vans) e E (veículos com reboque).
Mais de oitenta por cento dos entrevistados se manifestaram a favor do exame em todas as regiões do país, e essa proporção se manteve constante independentemente do gênero e escolaridade dos participantes. A faixa etária que apresentou maior apoio foi a de 25 a 34 anos, com 88%, seguida pela de 35 a 44 anos, com 87%.
Além disso, 68% dos entrevistados acreditam que a implementação do exame toxicológico para as categorias A e B é uma ferramenta importante no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, enquanto 69% consideram que a medida pode ajudar a reduzir a violência doméstica relacionada ao consumo de substâncias. A ABTox afirma que a lei não requer regulamentação adicional, pois já está coberta pela Resolução 923 do Contran, que regula a aplicação do exame. Entretanto, o Ministério dos Transportes destaca que a exigência está sendo analisada para garantir a adequação e a segurança jurídica na sua implementação.
Fonte: D24AM