Artesão de Oiapoque transforma lixo em arte e gera renda com reciclagem
Augusto Sampaio, de Oiapoque, encontrou na reciclagem uma forma de superar o desemprego. Sua história brilha na 3ª Feira Internacional do Amapá.

Augusto Sampaio, um artesão residente em Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, tem se destacado por sua habilidade em transformar lixo em arte. Utilizando pneus, garrafas de vidro e latas, ele não apenas gera renda, mas também contribui para a preservação do meio ambiente. Após enfrentar o desemprego, Augusto encontrou no reaproveitamento de materiais uma nova oportunidade de vida.
A história de Augusto é um dos principais destaques da 3ª Feira Internacional de Oiapoque, que teve início na quinta-feira, 30 de novembro, e segue até domingo, 2 de dezembro, no Estádio Municipal Natizão. O evento conta com a participação de mais de 80 expositores de diversos municípios do Amapá, celebrando a cultura local e a criatividade.
Desde 2023, Augusto decidiu focar no artesanato e na reciclagem, uma escolha que lhe permitiu expressar sua arte de forma única. Ele afirmou: “Eu faço todo o reaproveitamento da matéria-prima e com isso eu produzo arte, eu dou vida na matéria-prima. Material que vai para o lixo, a gente reutiliza, fazendo arte e também ajuda o meio ambiente.”
Para Augusto, seu trabalho representa uma união entre a preservação ambiental e a geração de renda. Ele ressalta a importância da reciclagem: “Reutilizar, reciclar são muito importantes na vida do ser humano. O que vai para o lixo poderá afetar a nossa terra, afeta o nosso meio ambiente, e a gente pode tá transformando tudo isso em arte.”
Além do trabalho de Augusto, a feira também conta com a participação do artesão indígena Arilson Alexandre, que apresenta a arte das mulheres indígenas, ressaltando a importância da ancestralidade e da cultura local. O evento, que ocorre ao longo de três dias, visa promover o turismo, facilitar trocas comerciais e fortalecer os laços econômicos e culturais entre o Amapá e outras regiões, como o Platô das Guianas e o Caribe.
Fonte: Portal Amazônia