Artesão de Parintins abre loja após 34 anos de produção de boizinhos
Júlio César Costa, artesão com 34 anos de experiência, inaugura loja própria para vender boizinhos de Caprichoso e Garantido, feitos por ele e outros artesãos locais.

Após 34 anos dedicados à produção de boizinhos, Júlio César Costa da Silva decidiu abrir sua própria loja em Parintins, Amazonas. A novidade permite que ele venda diretamente aos turistas as miniaturas inspiradas nos bois Caprichoso e Garantido, que são muito procuradas durante o Festival Folclórico da cidade.
Os boizinhos, que representam uma parte importante da cultura local, são confeccionados por artesãos da região, utilizando matérias-primas que vêm do interior do Amazonas, como o cipó e o molongó, este último sendo uma árvore leve essencial para a confecção dos chifres. Júlio, que ao longo de sua carreira trabalhou para revendedores, acredita que a nova loja proporcionará uma experiência mais autêntica para os visitantes.
Em sua fala, Júlio destacou a surpresa dos turistas ao descobrirem que as miniaturas são feitas manualmente por moradores da ilha. "Esse ano a gente resolveu abrir a lojinha para mostrar mesmo o artesanato aqui da cidade para o povo que vem de fora", afirmou, ressaltando a importância do trabalho artesanal que é feito em barracões e quintais pela comunidade local.
A trajetória de Júlio nos bois-bumbás começou nos anos 1980, quando ele se juntou ao Boi Caprichoso em 1987 como escultor. Após oito anos, ele migrou para o Boi Garantido, onde permaneceu por 19 anos. Após um infarto em 2017, ele decidiu mudar seu foco para a produção independente, mas sentiu desânimo por trabalhar para outros até que seu filho o incentivou a retomar sua própria produção.
Agora, com a loja em funcionamento, Júlio e sua família estão determinados a manter o negócio. A produção dos boizinhos é um processo complexo que envolve várias etapas, cada uma essencial para a qualidade final do produto. Para Júlio, ver turistas encantados com seu trabalho é uma grande recompensa, refletindo a dedicação e a paixão que ele e outros artesãos têm pelo boi-bumbá.
Fonte: Portal Amazônia