Arthur do Val critica Flávio Bolsonaro sobre Zona Franca de Manaus
O ex-deputado Arthur do Val questionou a viabilidade da Zona Franca de Manaus após Flávio Bolsonaro prometer sua ampliação. A discussão levanta questões sobre a logística e a competitividade da região.

MANAUS — O ex-deputado estadual de São Paulo, Arthur do Val, que fundou o partido Missão, fez críticas ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar contestou as afirmações de Flávio sobre a manutenção e a expansão da Zona Franca de Manaus, que foram divulgadas em um vídeo em sua conta no Instagram, onde possui cerca de 1 milhão de seguidores.
No debate presidencial transmitido pela TV Globo na noite de sexta-feira, 23 de setembro, Flávio Bolsonaro garantiu que, se eleito, manterá os incentivos da Zona Franca e se comprometeu a ampliar as atividades econômicas no Amazonas. "A Zona Franca é sagrada. Tá garantida. Eu vou fazer é ampliar ainda mais", afirmou o candidato, destacando a importância da atração de investimentos, como data centers, e a utilização do gás natural na produção de fertilizantes.
As declarações de Flávio geraram uma resposta contundente de Arthur do Val, que criticou o modelo industrial de Manaus. Ele questionou a necessidade de incentivos tributários para a competitividade das empresas e se referiu à Zona Franca como um "absurdo", ressaltando que a localização geográfica de Manaus traz desafios logísticos significativos para as indústrias.
Arthur do Val argumentou que, para criar um ambiente industrial competitivo, seria mais vantajoso instalar indústrias em regiões litorâneas. Ele também mencionou que a Zona Franca foi concebida para incentivar a ocupação da região, mas que atualmente se tornou um ônus para o país. "Porque para você montar alguma coisa competitiva e ter alguma competitividade tributária, você tem que ficar fazendo uma logística de retardado", disse ele.
A Zona Franca de Manaus é um elemento crucial da economia amazonense, abrigando cerca de 500 empresas e gerando aproximadamente 100 mil empregos diretos. O modelo industrial, embora vital, enfrenta críticas sobre sua sustentabilidade e eficácia a longo prazo. Arthur do Val, ex-aliado de Jair Bolsonaro, teve seu mandato cassado pela Alesp em 17 de maio de 2022, após comentários polêmicos sobre mulheres ucranianas, o que lhe trouxe repercussões negativas.
Fonte: Amazonas Atual