Atualização da Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção no Brasil
A Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados foi atualizada, incluindo e excluindo 100 espécies. A nova lista visa a recuperação das populações ameaçadas.

Na última terça-feira, dia 28 de novembro, foi divulgada a atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção, focando em peixes e invertebrados aquáticos no Brasil. Essa revisão, que teve início em 2024, incorporou novas 100 espécies e retirou o mesmo número, totalizando 490 espécies ainda classificadas.
Entre as espécies analisadas estão peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar, entre outras que habitam tanto os rios quanto os mares brasileiros. Essas espécies foram categorizadas de acordo com seu risco de extinção, sendo classificadas como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).
João Paulo Capobianco, ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou que essa atualização é fruto de uma análise técnica detalhada, realizada por meio de um esforço conjunto entre governos, academia, sociedade civil e setor econômico. O objetivo é promover ações para que as espécies que enfrentam pressões diversas possam ter suas populações recuperadas.
A nova lista substitui a versão anterior de 2014 e foi elaborada com base em critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Esses critérios consideram fatores como tamanho das populações, distribuição geográfica, condições dos habitats e pressões como a captura excessiva e a poluição.
Além da nova lista, o Ministério do Meio Ambiente também publicou diretrizes e restrições voltadas à proteção das espécies ameaçadas e à recuperação de suas populações. Medidas incluem a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento dessas espécies, assim como a elaboração de planos de recuperação. Um exemplo é o pargo (Lutjanus purpureus), que teve sua classificação alterada de VU para EN, resultando em uma intensificação nas medidas de proteção e manejo para minimizar as pressões de sobrepesca.
Fonte: D24AM