Aumento de 19,75% nos casos de leishmaniose alarmam o Amazonas
Dados da FVS-RCP revelam um aumento significativo nos casos de leishmaniose no Amazonas, com 473 registros até agosto de 2025.

A leishmaniose, uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, tem se mostrado uma preocupação crescente no Amazonas. De acordo com dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), o estado registrou um aumento de 19,75% nos casos da doença entre janeiro e 17 de agosto de 2025, totalizando 473 ocorrências, em comparação com 395 casos no mesmo período do ano anterior.
A forma mais comum da doença no Amazonas é a Leishmaniose Tegumentar, que se manifesta através de feridas na pele. Segundo a FVS-RCP, a condição ambiental da região amazônica, combinada com as mudanças climáticas, favorece a proliferação do vetor, aumentando os riscos de transmissão.
A médica de Família e Comunidade, Karina Paiva, explica que o ciclo de vida do mosquito-palha é influenciado por fatores como temperatura, umidade e disponibilidade de matéria orgânica. Com o aumento das temperaturas, esse ciclo pode se completar mais rapidamente, o que resulta em mais gerações do vetor por ano e uma maior janela de atividade.
Além disso, a leishmaniose é altamente endêmica na Amazônia, associada a fatores históricos como o desmatamento e a expansão da fronteira agrícola. Esses fatores colocam as pessoas em contato direto com o ambiente onde o vetor vive, aumentando o risco de transmissão, especialmente em áreas que apresentam baixa incidência atualmente.
Para prevenir a leishmaniose, a doutora Paiva recomenda o uso de repelente em áreas expostas e o uso de roupas de manga longa em áreas de mata ou rurais. Além disso, é crucial evitar acúmulos de folhas e matéria orgânica em decomposição e manter os quintais e abrigos de animais limpos. O diagnóstico e tratamento precoces estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e são fundamentais para evitar complicações da doença.
Fonte: Portal Amazônia