Aumento de 75% nas denúncias de assédio eleitoral após 2º turno das eleições
O Ministério Público do Trabalho registrou um aumento de 75% nas denúncias de assédio eleitoral, totalizando 1.459 novos casos desde o segundo turno das eleições.

As denúncias relacionadas ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho dispararam em 75% desde a segunda-feira, dia 26 de outubro, que se seguiu ao segundo turno das eleições. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que foram contabilizados 1.459 registros de assédio eleitoral nos três dias após a eleição.
Até a manhã do último dia 26, o MPT havia recebido um total de 1.937 denúncias desse tipo, que agora representaram cerca de 40% do total de 3.396 casos registrados em 2026. O aumento significativo nas denúncias coincide com relatos de práticas como boicotes e demissões de funcionários que votaram em candidatos diferentes das preferências dos empregadores.
O estado de São Paulo lidera o número de denúncias, com 620 registros, seguido por Minas Gerais com 351, Paraná com 338, Rio de Janeiro com 252, Rio Grande do Sul com 223 e Santa Catarina com 165. Essa situação acendeu um alerta sobre as perseguições políticas no ambiente de trabalho, que têm se tornado cada vez mais frequentes.
Em resposta a esses acontecimentos, a Justiça do Trabalho, na terça-feira (27), emitiu uma liminar proibindo a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de incentivar práticas discriminatórias contra trabalhadores em razão de suas convicções políticas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A deputada, reeleita com mais de 248 mil votos, havia publicado uma mensagem nas redes sociais sugerindo que empresários demitissem funcionários que não compartilhassem suas opiniões políticas.
Na quarta-feira (28), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que o governo está considerando a criação de uma “lista suja” de empresas que praticam assédio eleitoral. Ele destacou que as empresas que cometerem essa ilegalidade poderão enfrentar sanções, incluindo restrições a créditos públicos. O assédio eleitoral é um crime e deve ser combatido, pois afeta tanto trabalhadores assalariados quanto autônomos, e o MPT alerta que quem se sentir discriminado pode processar seus empregadores, que podem ser responsabilizados por indenizações e reintegrações.
Fonte: D24AM