Beth Docinho propõe tornar Zona Franca de Manaus um modelo permanente
A candidata a deputada federal, Elizabeth de Souza Levy Vasconcelos, defende a permanência da Zona Franca de Manaus, sem prazo para seus incentivos fiscais. Ela planeja apresentar um projeto de lei se eleita.

MANAUS – A assistente social Elizabeth de Souza Levy Vasconcelos, conhecida como Beth Docinho, candidata a deputada federal pelo Amazonas, defende que a Zona Franca de Manaus deve se tornar um modelo permanente, sem prazo para a vigência dos incentivos fiscais. “Não tem jeito. Este foi o único modelo de desenvolvimento que deu certo aqui”, declarou a candidata, que promete apresentar um projeto de lei com essa proposta caso seja eleita.
Beth Docinho enfatiza em sua argumentação que a Zona Franca é vital para a economia local, afirmando que, mesmo em seu município, Iranduba, onde não há indústrias instaladas, a economia depende dos repasses do Estado, oriundos dos impostos pagos pelas indústrias de Manaus. “Essa situação se reproduz na maioria dos municípios do interior”, destaca, citando que até Parintins, famoso por seu festival, depende dos recursos gerados pela Zona Franca.
A candidata também critica a oposição de ambientalistas que, segundo ela, dificultam o desenvolvimento de outros modelos econômicos na região. “Basta ver a luta que enfrentamos para repavimentar a BR-319 (Manaus-Porto Velho)”, comentou. Beth Docinho mencionou o caso da Potássio do Brasil, que enfrenta desafios para explorar minério na região do Rio Madeira, ressaltando que a geração de renda da Zona Franca é incomparável.
Ela frisou que a resistência de parlamentares em discutir a permanência da Zona Franca se deve ao receio de estados como São Paulo. No entanto, Beth Docinho acredita que é preciso pensar no futuro das próximas gerações. “Os incentivos estão garantidos até 2073, e quando expirarem, nossos netos enfrentarão grandes desafios”, alertou a candidata.
Por fim, Beth Docinho defendeu que a Zona Franca de Manaus é crucial para a preservação da floresta amazônica, com 97% de mata preservada no Amazonas. “Se perenizarmos na Constituição, com uma emenda, garantimos a nossa geração e as próximas”, concluiu, deixando claro que a luta pela permanência do modelo é constante.
Fonte: Amazonas Atual