Biblioteca Henry Walter Bates: um tesouro científico na Amazônia
A Biblioteca Henry Walter Bates, em Tefé, abriga um acervo de mais de 28 mil títulos sobre a Amazônia, oferecendo um espaço vital para pesquisa e conservação.

Desde a década de 1990, a Biblioteca Henry Walter Bates, situada no Instituto Mamirauá em Tefé, Amazonas, se destaca como um dos mais valiosos acervos especializados em ciência e pesquisa sobre a Amazônia. Com um total de mais de 28 mil títulos catalogados, a biblioteca oferece uma rica coleção de livros, periódicos científicos e produções técnico-científicas, além de obras de cronistas e pesquisadores que contribuíram para o entendimento da região ao longo dos anos.
O acervo da biblioteca abrange temas essenciais, como conservação da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais, estudos sobre populações ribeirinhas e a diversidade socioambiental amazônica. Localizada em uma posição privilegiada, a biblioteca proporciona uma vista deslumbrante de 180 graus para o Lago Tefé, um dos principais cartões-postais da cidade, tornando a visita ainda mais atrativa.
A bibliotecária Graciete Rolim, que trabalha na instituição desde seu início, destaca que a origem da biblioteca está interligada ao Projeto Mamirauá, idealizado por José Márcio Ayres na década de 1980. Ayres, ao estudar o uacari-branco, começou a compilar um acervo bibliográfico significativo, que foi posteriormente incorporado à biblioteca, fundada em 1994, e consolidada com a criação do Instituto em 1999.
O nome da biblioteca é uma homenagem a Henry Walter Bates, um naturalista inglês cujos estudos sobre a Amazônia influenciaram as pesquisas na região. Ao longo de mais de trinta anos, a biblioteca se tornou uma fonte importante de consulta para pesquisadores e estudantes, apoiando estudos na Floresta Nacional de Tefé e nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.
Além da preservação de um vasto patrimônio bibliográfico, a Biblioteca Henry Walter Bates conta com espaços destinados à leitura e pesquisa, oferecendo acesso à internet para a comunidade local. Os visitantes podem acessar a biblioteca mediante identificação, e o atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, com horários específicos de funcionamento. Este espaço não apenas preserva a memória científica da Amazônia, mas também atrai turistas e interessados pela rica história natural da região.
Fonte: D24AM