Boi Caprichoso é o vitorioso do 59º Festival de Parintins
O Boi Caprichoso conquistou o título no 59º Festival de Parintins, celebrado entre 26 e 28 de junho. A apresentação exaltou a cultura e a ancestralidade da região.

O Boi Caprichoso foi coroado como o campeão do 59º Festival de Parintins, que ocorreu nos dias 26, 27 e 28 de junho na cidade de Parintins, localizada a 369 quilômetros de Manaus. Durante o evento, realizado no Bumbódromo, o boi azul e branco celebrou a memória, a ancestralidade e as raízes culturais que compõem a identidade dos parintinenses.
O resultado da apuração das notas dos jurados foi anunciado na tarde da segunda-feira (26) no Bumbódromo. Na primeira noite, os bois Caprichoso e Garantido empataram tecnicamente, ambos com 419,6 pontos. Já na segunda noite, o Boi Caprichoso se destacou, somando 419,7 pontos, enquanto o Garantido obteve 419,3 pontos. Na última noite, o Caprichoso consolidou sua vitória com 419,7 pontos, em comparação aos 419,4 pontos do boi vermelho.
A vitória do Boi Caprichoso foi consolidada com uma pontuação final de 1.259 pontos, superando o Garantido por uma diferença de apenas 0,7 ponto, que terminou com 1.258,3. A apresentação do Caprichoso nessa edição do festival foi marcada por um forte apelo à valorização das tradições culturais e das contribuições dos povos indígenas, destacando o boi como um patrimônio cultural vivo.
No primeiro dia de apresentações, a evolução da Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, foi um dos momentos mais emocionantes. Ela surgiu em um praticável com efeito de suspensão, encantando o público presente. Na segunda noite, o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia O Chão da Vida” trouxe à tona a importância da floresta, abordando a proteção da Amazônia por seres encantados e as tradições dos povos originários.
Na última noite, o Boi Caprichoso apresentou o tema “O Brinquedo da resistência canta: Norte Brasil – Chão de Bravos”, que reuniu lendas e figuras tradicionais, além de um ritual indígena e o Auto do Boi. O festival também fez uma homenagem ao ex-tripa Markinho Azevedo, que faleceu em dezembro de 2023, com uma estrela exibida na arena. O espetáculo incorporou diversos elementos da cultura amazônica, culminando em um ritual inspirado na cosmologia do povo Xikrin.
Fonte: D24AM