Boicote à Copa do Mundo? Países europeus reagem a novo plano da Fifa
A proposta da Fifa de criar uma subsidiária para administrar a Copa do Mundo pode levar a um boicote por confederações europeias. O tema gera polêmica e debates intensos.

Países da Europa estão considerando um boicote à Copa do Mundo em resposta a um novo plano anunciado pela Fifa. O presidente da entidade, Gianni Infantino, revelou na terça-feira (28) a intenção de criar uma subsidiária para gerenciar o torneio, com a possibilidade de vender participações minoritárias a investidores privados.
Esse anúncio gerou uma onda de polêmica, especialmente entre as confederações ligadas à Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que já estão debatendo um possível boicote ao evento. Para discutir o projeto da Fifa, a Uefa convocou uma reunião de emergência que deve ocorrer ainda esta semana.
A Uefa, que representa 55 associações nacionais de futebol, incluindo potências como França, Inglaterra, Alemanha e a atual campeã, Espanha, expressou sua preocupação. Em um comunicado, a entidade afirmou que o plano da Fifa “cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar”.
O comissário de Esportes da União Europeia, Glenn Micallef, também se manifestou contra a proposta, alegando que a Fifa está explorando oportunidades comerciais de maneira excessiva. Ele ressaltou que o plano levanta questões sérias sobre governança e conflitos de interesse, afirmando que a comercialização excessiva do futebol pode prejudicar os elementos que tornaram o esporte tão popular.
A ideia de Infantino é estabelecer uma empresa privada chamada Fifa Forward Enterprise, que gerenciaria competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. Embora o projeto ainda precise de aprovação, estima-se que ele possa gerar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,4 bilhões). A Fifa, no entanto, garantiu que manterá a posição de sócia majoritária da nova empresa, assegurando o controle sobre a governança do futebol.
Fonte: D24AM