Bolívia: Ativista Nadia Beller pede transparência após atentado
O presidente do TSJ da Bolívia, Rómer Saucedo, garante transparência na investigação do atentado contra a ativista Nadia Beller, que foi baleada em Santa Cruz.

Na Bolívia, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Rómer Saucedo, atendeu ao pedido da advogada e ativista política Nadia Beller, de 33 anos, para que a investigação do atentado sofrido por ela não seja mantida em sigilo. Isso visa assegurar a transparência e o pleno acesso das partes envolvidas ao inquérito.
Em declarações à imprensa, Saucedo afirmou: “Em resposta ao pedido da vítima e amiga, que pede que o caso não seja declarado sigiloso, instruí ao juiz da causa que não declare o processo confidencial, para que ela [Nadia] possa ter acesso a todas as informações e para que lhe sejam fornecidas todas as garantias necessárias”.
O atentado ocorreu na última segunda-feira, 17 de outubro, quando Nadia estava na calçada em frente a um hotel em Santa Cruz. Dois motociclistas não identificados se aproximaram e dispararam contra a ativista, atingindo-a com pelo menos três tiros, um na região do pescoço, outro no tórax e um terceiro no braço direito.
No dia seguinte, 18 de outubro, a Força Especial de Combate ao Crime prendeu o argentino Fernando Cerimedo, de 45 anos, principal suspeito do ataque. Cerimedo, que já teve um relacionamento amoroso com Nadia e é conselheiro do presidente boliviano Rodrigo Paz, foi capturado no Aeroporto Internacional Viru Viru, quando tentava embarcar para a Argentina.
Nadia Beller, que está internada em uma unidade de saúde, acusa Cerimedo de ser o mandante do atentado. Em um vídeo gravado do hospital, ela revelou que foi ao hotel para receber provas que comprometeriam o ex-presidente Evo Morales, e que Cerimedo a incentivou a ir, garantindo que haveria segurança no local. A defesa de Cerimedo, no entanto, nega qualquer envolvimento e afirma que ele é vítima de uma armação política.
Fonte: D24AM