Brasil avança na vacinação infantil e deixa lista de países com baixa imunização
O Brasil reduziu drasticamente o número de crianças sem a vacina pentavalente, segundo a OMS. O total caiu de 360 mil em 2023 para 50 mil em 2025.

Brasília - O Brasil não integra mais a lista das 20 nações com o maior número de crianças sem a imunização inicial. Essa mudança representa um avanço significativo na cobertura vacinal infantil, especialmente em relação à vacina pentavalente, que protege contra doenças como difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef divulgaram recentemente que o número de crianças no Brasil que se enquadram na categoria de 'zero-dose' caiu de 360 mil, em 2023, para apenas 50 mil em 2025. Este número é um sétimo do que era há dois anos, demonstrando um progresso notável.
O relatório da OMS destaca que o aumento na cobertura vacinal é atribuído a diversas iniciativas, incluindo campanhas de conscientização, dias de mobilização, vacinação em escolas e um monitoramento mais rigoroso das taxas de imunização. Essas ações têm sido fundamentais para alcançar esse resultado positivo.
Apesar do avanço do Brasil, a cobertura vacinal global ainda não retornou aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19. De acordo com a OMS, entre 195 países analisados, apenas 30 conseguiram ampliar sua cobertura vacinal desde 2019, o que demonstra um desafio contínuo.
Em 2022, mais de 13 milhões de crianças em todo o mundo não receberam a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, enquanto outros 7 milhões não completaram o esquema vacinal contra sarampo, resultando em surtos da doença em 57 países. No contexto americano, o Brasil se destaca como uma exceção, já que outros países da região, como México, Venezuela, Argentina e Bolívia, ainda enfrentam problemas com a imunização infantil.
Fonte: D24AM