Brasil registra queda de 8,2% nas mortes violentas, mas feminicídios aumentam
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 indica uma redução nas mortes violentas, mas um aumento preocupante nos feminicídios e nas tentativas de feminicídio.

Na quinta-feira (23), foi divulgada a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que revelou que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu para 19,1 casos por 100 mil habitantes em 2025, representando uma redução de 8,2% em relação a 2024, quando a taxa era de 20,6 casos por 100 mil habitantes.
Esse novo índice é o menor desde que as medições começaram em 2012. Em termos absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, uma diminuição em comparação com 44.127 casos em 2024.
A categoria MVI abrange homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes em decorrência de intervenções policiais, e mortes de policiais em serviço ou fora dele. Este ano marca a primeira vez que a taxa de MVI ficou abaixo de 20 por 100 mil habitantes.
Embora a média nacional tenha mostrado uma queda, alguns estados apresentaram aumentos preocupantes nas mortes violentas. Entre eles, destacam-se o Rio Grande do Norte com um aumento de 19,6% e o Rio de Janeiro com 2,1%. Em contrapartida, o Amazonas teve uma redução significativa de 32,5% nas MVI.
Em relação aos feminicídios, os dados mostram que 44,4% das mulheres assassinadas foram vítimas de violência de gênero, o maior percentual desde que o feminicídio foi incluído no Código Penal em 2015. No total, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, o que resulta em uma taxa de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres, representando um aumento de 4% em comparação ao ano anterior.
Fonte: D24AM