Brendon Alexander é condenado pela morte de Moïse Kabagambe no Rio
Brendon Alexander Luz da Silva foi condenado a 18 anos e 8 meses pela morte de Moïse Kabagambe, ocorrida em 2022, tornando-se o terceiro réu condenado no caso.

A Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado pela morte do congolês Moïse Mugenvi Kabagambe, ocorrida em 24 de janeiro de 2022. Brendon é o terceiro acusado do crime condenado pela Justiça.
Em março de 2023, os outros dois réus do caso, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que, somadas, chegam a 44 anos de prisão em regime fechado.
Imagens de câmeras de segurança mostram que Moïse foi espancado por quase 13 minutos, com golpes de taco de beisebol, socos, chutes e tapas. Segundo a investigação, as agressões começaram após a vítima cobrar o pagamento de diárias atrasadas ao dono do quiosque Tropicália, na praia da Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O crime foi registrado por uma câmera de segurança do quiosque.
A decisão do Conselho de Sentença do 1º Tribunal do Júri reconheceu que o crime foi praticado com emprego de meio cruel. A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis destacou que a vítima foi imobilizada por 12 minutos e 40 segundos para que os outros acusados pudessem agredi-la, e que Brendon não fez nada para cessar a violência.
Durante o julgamento, foram ouvidas testemunhas como Viviane de Mattos Faria, responsável pelo quiosque vizinho, que apresentou versões contraditórias sobre o que ouviu no momento das agressões. O dono do quiosque Tropicália, Carlos Fábio da Silva Muse, afirmou que Moïse parecia alterado no dia do crime e negou que tivesse dívidas com ele. O gerente do Tropicália, Jailton Pereira Campos, conhecido como Baixinho, relatou que Moïse foi agredido e amarrado com uma corda, justificando a falta de pedido de socorro por estar sem telefone. No interrogatório, Brendon confirmou que amarrou a vítima, alegando que sua intenção era apenas imobilizá-la até a chegada da polícia.
Fonte: D24AM