Cacau Amazônico e o Dia do Chocolate: Rumo ao Protagonismo Global
O Brasil, agora com o Pará na liderança da produção de cacau, investe em chocolates premium. O Dia do Chocolate celebra a evolução do produto e as novas leis que valorizam o setor.

O Brasil, sob o olhar atento do mercado internacional, celebra o Dia do Chocolate em 7 de julho, data que marca a introdução do chocolate na Europa em 1550. Nesse contexto, o Pará se destaca como o maior produtor de cacau do país, dividindo a atenção com a Bahia, que historicamente foi a principal região produtora.
O cacau, que possui uma trajetória de mais de 4.000 anos, desenvolveu-se entre civilizações antigas da América, como os maias e astecas. No século XVI, com a colonização europeia, o cacau passou a ser apreciado pela elite, mas sua popularidade mundial só se consolidou no século XIX, durante a Revolução Industrial, quando surgiram os chocolates em barra.
O Brasil, que chegou a ser um dos maiores produtores de cacau no século XX, enfrentou dificuldades na década de 80, quando a vassoura-de-bruxa devastou as lavouras. Atualmente, o país ocupa a sexta posição mundial, produzindo cerca de 250 mil toneladas anualmente, enquanto a qualidade do cacau brasileiro vem sendo reconhecida internacionalmente.
Marco Lessa, um dos principais nomes do setor, é responsável por eventos como o Chocolat Festival e a Origem Week, que promovem o cacau e chocolate brasileiros na Europa. Ele destaca que uma roça de cacau é seis vezes mais rentável que uma de gado e que o Brasil, consumindo chocolate em grande escala, tem o potencial de se tornar um exemplo de produção sustentável e saudável.
A nova Lei 15.404/2026, sancionada pelo presidente Lula, estabelece regras mais rigorosas para a composição do chocolate, aumentando a concentração de cacau nos produtos e promovendo uma maior transparência. Com o Salon du Chocolat previsto para dezembro de 2026 em Salvador, o Brasil se prepara para reafirmar sua posição no mercado global de cacau e chocolate, oferecendo produtos de maior valor agregado e destacando a força de sua produção.
Fonte: Portal Amazônia