Cadela abandona salva recém-nascido deixado em sofá na Grande BH
Na manhã de sexta-feira (31), o latido de uma cadela chamada Meg ajudou a encontrar um recém-nascido abandonado em Sabará, Minas Gerais. O bebê foi encontrado em estado de saúde considerado bom.

Na manhã desta sexta-feira, 31 de março, a vida de um recém-nascido foi salva graças aos latidos insistentes de uma cadela abandonada chamada Meg, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O bebê, ainda com o cordão umbilical, foi encontrado dentro de um sofá velho em um lote vago, e sua localização só foi possível por causa da determinação da cachorrinha.
Meg, que também vive nas proximidades do lote e já conhece a realidade do abandono, chamou a atenção de funcionários de uma marmoraria próxima. O empresário Mauro Santana, que estava no local, ficou intrigado com o comportamento da cadela e decidiu investigar. “Quando cheguei, vi a cachorrinha latindo em direção ao local onde estava a criança. Então, eu e um caminhoneiro fomos até lá e encontramos o bebê naquela situação”, relatou Mauro.
Segundo Mauro, o recém-nascido estava enrolado em uma toalha e coberto parcialmente por uma blusa de frio, mas apresentava sinais vitais. “Quando percebemos que ele estava vivo, ele começou a chorar mais. Ligamos para o 190 e não mexemos em nada para não alterar o local. A Polícia Militar chegou rapidamente e fez o socorro”, contou o empresário, que acredita que a criança havia nascido poucas horas antes.
A chegada da Polícia Militar foi marcada por um momento de tensão, já que, inicialmente, os militares acharam que a criança poderia estar morta. “Ela estava totalmente imóvel. Quando vimos que se mexeu, fizemos o socorro imediatamente”, explicou o sargento Cristiano Queiroz. O policial destacou a gravidade da situação, considerando que a criança estava pouco agasalhada e enfrentou uma madrugada fria, mas, felizmente, estava viva.
O recém-nascido foi levado à UPA Leste, onde recebeu os primeiros atendimentos e, posteriormente, foi transferido para a Maternidade Odete Valadares, onde permanece internado para acompanhamento. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que, em casos como este, o hospital acionará a Vara da Infância e Juventude, mantendo os cuidados com a criança até que a Justiça decida seu futuro. As autoridades estão agora em busca de identificar a mãe do bebê, lembrando que o abandono de incapaz é crime e possui penas que vão de seis meses a três anos de detenção.
Fonte: D24AM