Calor extremo e El Niño podem agravar psoríase na Amazônia, alerta médica
Psoríase, que afeta 5 milhões de brasileiros, pode ter sintomas intensificados por condições climáticas extremas. Cuidados com a saúde são fundamentais.

A psoríase, uma doença inflamatória crônica, afeta cerca de 5 milhões de brasileiros, demandando atenção especial durante períodos de seca e altas temperaturas. Essa condição é uma das que podem se agravar com o calor excessivo, como alerta a médica Angela Carolina Nascimento, professora de Dermatologia da Afya Educação Médica de Manaus.
Nos últimos anos, a Amazônia vivenciou secas históricas, com rios em níveis alarmantes, interrupções no transporte fluvial e aumento da fumaça proveniente de queimadas. Este cenário extremo pode se repetir em 2026, trazendo consequências não apenas para a economia local, mas também para a saúde da população, principalmente aqueles que já sofrem de doenças crônicas como a psoríase.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a psoríase é caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas na pele, e pode estar relacionada a outras comorbidades como hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares. Angela explica que, embora as mudanças climáticas não sejam a causa do surgimento da psoríase, fatores como calor intenso, desidratação e estresse podem piorar os sintomas da doença.
Os sintomas da psoríase incluem manchas vermelhas cobertas por escamas, coceira e ressecamento da pele. Em alguns casos, a condição pode afetar as articulações, causando dor e limitação de movimentos. Apesar de não ter cura, a psoríase pode ser controlada com tratamentos adequados, que vão desde medicamentos tópicos até fototerapia e imunobiológicos.
Durante períodos de calor e baixa umidade, é crucial que os pacientes redobrem os cuidados com a hidratação da pele. Angela recomenda banhos curtos em água fria e o uso moderado de sabonetes, priorizando a hidratação após o banho. Para aqueles com acesso limitado a produtos específicos, é essencial minimizar o uso de sabonete em todo o corpo e garantir a hidratação adequada, evitando assim a descompensação da doença.
Fonte: Portal Amazônia