Cantora Letixa denuncia censura da Prefeitura durante festival Passo a Paço
A artista Letixa expõe retaliações da Prefeitura de Manaus ao tentar participar do Passo a Paço 2026. Ela reivindica transparência e respeito à classe cultural local.

A cantora amazonense Letixa, filha da famosa intérprete Márcia Siqueira, conhecida como Rosa Vermelha no Amazonas, usou suas redes sociais para fazer sérias denúncias sobre a organização do festival Passo a Paço 2026. Este evento, que promove arte, cultura, gastronomia e performances de artistas locais e nacionais, ocorreu entre os dias 4 e 7 de setembro no Centro Histórico de Manaus.
Segundo Letixa, ela e sua mãe foram colocadas em uma lista vermelha pela Prefeitura de Manaus, o que significa que estariam excluídas de eventos públicos organizados pela gestão municipal como uma forma de retaliação política. A artista revelou que, ao tentar se incluir na programação do festival, foi informada por um funcionário da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) que seu nome não constava na lista por estar 'no vermelho'.
Em seu desabafo, Letixa considera essa situação como censura e uma perseguição profissional a artistas que criticam as falhas da Prefeitura. Ela enfatizou que eventos financiados com recursos públicos deveriam priorizar a transparência e o respeito aos artistas locais, e não permitir represálias. "Se eles não querem receber críticas, que melhorem coisas básicas", afirmou a cantora, referindo-se à necessidade de infraestrutura adequada durante o evento.
Letixa também relatou problemas estruturais enfrentados por sua mãe no evento anterior, quando Márcia Siqueira passou mal durante uma apresentação e não recebeu assistência médica adequada. Ela mencionou que não havia postos médicos próximos aos palcos e que os bombeiros civis presentes não estavam preparados para prestar primeiros socorros, além de ter enfrentado negativas de apoio por parte da Guarda Municipal.
Além das questões de censura e assistência médica, Letixa destacou problemas recorrentes enfrentados por artistas durante o Passo a Paço, como desorganização no credenciamento e falta de acesso a pulseiras para acompanhar outras atrações. Ela também questionou a forma como os pagamentos de cachês são feitos, levantando dúvidas sobre os trâmites administrativos da Manauscult. Ao final, a cantora reafirmou sua decisão de tornar a situação pública, destacando a importância de lutar por respeito e justiça na cena cultural local.
Fonte: D24AM