Cão mumificado há 1.300 anos é descoberto por arqueólogos no Peru
Arqueólogos encontraram um cão mumificado, preservado há mais de 1.300 anos, em um sítio do Império Wari no Peru. A pesquisa revela novas informações sobre a relação entre humanos e cães na época.

No Peru, arqueólogos descobriram um cão mumificado, sem pelos e preservado naturalmente, que viveu há pelo menos 1.300 anos. Este animal foi encontrado em um sítio arqueológico que remonta ao Império Wari, uma civilização que floresceu entre os anos 600 e 1050 d.C.
A descoberta foi detalhada em um estudo publicado no Journal of Anthropological Archaeology. A pesquisa analisou restos de cães no Castillo de Huarmey, um local associado à presença dos Wari, e identificou um exemplar adulto quase completo, datado entre 688 e 870 d.C.
A conservação natural do corpo permitiu a preservação de partes como a pele e as orelhas do cão. Os pesquisadores notaram a ausência congênita de alguns dentes, uma característica que pode estar ligada à raça de cães pelados peruanos, conhecidos por sua falta de pelos.
A cabeça mumificada do cão apresentava um pigmento vermelho, identificado como cinábrio, um mineral que tem sido utilizado em diversos contextos arqueológicos. Embora a ausência de dentes sugira uma relação com os cães pelados peruanos, os pesquisadores afirmam que isso não é suficiente para confirmar a raça do animal.
Além do cão mumificado, o estudo revelou 341 ossos de cães, representando pelo menos 20 indivíduos. Parte desses restos foi encontrada em contextos funerários, incluindo sepultamentos associados a humanos, o que indica que os cães tinham diferentes funções na sociedade Wari, possivelmente como companheiros ou auxiliares na transição para a vida após a morte.
Fonte: D24AM