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Caprichoso homenageia guardiões da floresta na 2ª noite do Festival de Parintins

O Boi-bumbá Caprichoso apresentou um espetáculo que valoriza a Amazônia e seus povos durante a segunda noite do Festival de Parintins, no último sábado.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraFestival de Parintins, Caprichoso, Amazônia
Caprichoso homenageia guardiões da floresta na 2ª noite do Festival de Parintins
Foto: (Foto:Mauro Neto e Tiago Correa/Secom)

Na segunda noite de apresentações do 59º Festival de Parintins, realizada no sábado (27), o Boi-bumbá Caprichoso trouxe à arena um espetáculo que enaltece a Amazônia, os povos originários e a ancestralidade. Com o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia O Chão da Vida”, a apresentação destacou a floresta como um território protegido por seres encantados e saberes tradicionais.

Durante o espetáculo, o Caprichoso ressaltou a profunda relação existente entre natureza, espiritualidade e identidade amazônica. Além disso, foram retratados os conflitos históricos que comunidades indígenas, ribeirinhas e populações tradicionais enfrentaram ao longo dos anos, trazendo à tona a importância de preservar essas culturas.

Um dos grandes destaques da noite foi a apresentação da Lenda Amazônica Curupira – O Guardião da Vida, criada pelo artista Roberto Reis. A alegoria apresentou o Curupira como o protetor da floresta e dos animais, enfatizando o equilíbrio da natureza. A cunhã-poranga Marciele Albuquerque fez uma entrada marcante durante a evolução dessa alegoria.

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Outro momento de destaque foi o Ritual Indígena Transcendência Asurini – Maraká, que teve a assinatura do artista Kennedy Prata e contou com a participação do pajé do Caprichoso, Erick Beltrão. Antes de subir ao palco, Erick expressou sua expectativa para a apresentação, afirmando: “A emoção é sempre a mesma. A gente sempre tem esse frio na barriga, mas fico muito grato ao ver a nossa nação azul e branca vibrando”.

O ritual simbolizou a sabedoria ancestral dos povos indígenas, enfatizando a conexão entre a floresta, a espiritualidade e a coletividade. A encenação da Figura Típica Regional Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia, desenvolvida pelos artistas Márcio Gonçalves e Nildo Costa, também fez parte do espetáculo, homenageando aqueles que fazem dos rios seu modo de vida e representando o pescador como guardião das águas.

Fonte: D24AM

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