Cartilha interativa une ciência e saberes tradicionais no Pará
Uma nova cartilha busca integrar conhecimentos sobre recursos pesqueiros de forma acessível e divertida. Iniciativa é promovida pela UFPA e foca na educação ambiental.

A cartilha interativa, intitulada Jornada de Maré, foi criada com o objetivo de promover a troca de conhecimentos de forma divertida e acessível. Este material educativo, que se assemelha a um livro-jogo, faz parte do projeto Oca Social, que se dedica ao monitoramento participativo dos recursos pesqueiros na costa do Pará e do Maranhão.
Desenvolvida pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará (IG/UFPA), a cartilha pode ser acessada tanto em formato digital quanto impresso. O projeto Oca Social está vinculado à Faculdade de Oceanografia da UFPA e é coordenado pela professora Sury Monteiro, sendo financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
O foco principal da iniciativa é o levantamento e monitoramento dos recursos pesqueiros nas reservas extrativistas (Resex) da região costeira. A cartilha busca unir a ciência com saberes tradicionais, proporcionando uma plataforma de aprendizado que favorece a troca de conhecimentos entre a comunidade e os pesquisadores.
Maria Clara Pinheiro, supervisora de educação ambiental do projeto Meros, que é parceiro do Oca, explica que a cartilha apresenta o cotidiano de uma Resex pela perspectiva infantil. O material aborda questões como direitos e deveres dos “guardiões da natureza”, além de enfatizar a conservação dos recursos naturais e boas práticas de pesca.
A cartilha é ilustrada com desenhos feitos por crianças que vivem em cinco Resex do Pará e do Maranhão, que foram criados durante atividades de educação ambiental. Com uma linguagem simples e jogos interativos, a proposta é que as crianças se identifiquem com a personagem Maré, permitindo que tomem decisões que promovam a preservação ambiental. Sury Monteiro ressalta que o envolvimento das crianças e a educação ambiental nas escolas foram fundamentais para o sucesso do projeto.
Fonte: Portal Amazônia