Casa Branca acusa China de usar fentanil como arma contra os EUA
Sebastian Gorka, diretor de contraterrorismo, afirma que a China dissemina fentanil para enfraquecer os Estados Unidos, comparando a situação à Guerra do Ópio.

O diretor de contraterrorismo da Casa Branca, Sebastian Gorka, fez uma grave acusação contra a China, afirmando que o país estaria utilizando o fentanil como uma estratégia deliberada para enfraquecer os Estados Unidos. O fentanil, um opioide sintético, é responsável por centenas de milhares de mortes nos EUA e Gorka acredita que a situação atual reflete uma moderna Guerra do Ópio.
Em entrevista ao podcast Pod Force One, Gorka comparou a crise do fentanil a uma forma de “guerra por outros meios”, destacando que o tráfico dessa substância representa um ataque à população americana. Ele fez essas declarações na véspera da viagem do presidente Donald Trump a Pequim, onde se encontraria com o presidente Xi Jinping para discutir comércio e segurança.
Segundo Gorka, a liderança chinesa vê os Estados Unidos como uma versão moderna do antigo Império Britânico. Ele explicou que a China estaria retaliando pelos conflitos do século 19, conhecidos como Guerras do Ópio, quando o Reino Unido e a França forçaram a China a permitir a importação de ópio, resultando em dependência em massa e sérios problemas sociais.
O diretor de contraterrorismo também caracterizou o fentanil como uma arma de destruição em massa, enfatizando que a China fornece os precursores químicos necessários para a fabricação do entorpecente. Gorka ressaltou que a entrada de milhões de comprimidos nos Estados Unidos, disfarçados como drogas recreativas, representa um grave problema de saúde pública, uma vez que cada comprimido pode conter uma dose letal.
De acordo com dados recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), aproximadamente 403 mil americanos perderam a vida nos últimos sete anos devido ao fentanil, o que equivale a uma morte a cada 850 habitantes do país. Embora o fentanil tenha usos médicos legítimos, a crise atual é amplamente alimentada pelo comércio ilegal, que mistura a substância com heroína, cocaína e medicamentos falsificados.
Fonte: D24AM