Cheia dos rios no Amazonas alerta sobre saneamento no interior
A cheia dos rios no Amazonas destaca a fragilidade do saneamento no interior, afetando o abastecimento e a saúde das populações ribeirinhas e indígenas.

A cheia dos rios no estado do Amazonas tem gerado preocupações em relação à fragilidade da infraestrutura sanitária nas cidades do interior. Com a rápida elevação dos níveis dos rios, o abastecimento de água nas cidades está em risco, aumentando a possibilidade de contaminação da água consumida por comunidades ribeirinhas e indígenas.
A situação se torna ainda mais crítica, pois, segundo a Defesa Civil do estado, 16 municípios já foram declarados em situação de emergência. Milhares de famílias estão começando a sentir os efeitos do isolamento, o que agrava ainda mais a vulnerabilidade dessas populações.
O engenheiro civil Marcellus Campêlo, especialista em Saneamento Básico e Governança e Inovação Pública, ressalta que o agravamento das cheias, impulsionado pela crise climática, demanda soluções que sejam permanentes e que utilizem tecnologias adaptadas à realidade da Amazônia. Ele argumenta que é vital pensar em formas de mitigar os impactos das cheias na infraestrutura local.
Com uma vasta experiência de mais de sete anos à frente da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Campêlo defende a necessidade de ampliar as políticas públicas que visam garantir a segurança hídrica e melhorar o saneamento nas cidades do Amazonas. Para ele, é essencial que ações efetivas sejam implementadas para prevenir crises futuras.
É fundamental que as autoridades, junto com a sociedade civil, se mobilizem para enfrentar esse desafio. O fortalecimento da infraestrutura de saneamento é uma questão urgente, especialmente em um contexto onde as cheias estão se tornando cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas.
Fonte: Em Tempo