Chiquinho Brazão, réu no caso Marielle, é investigado por corrupção
O deputado cassado Chiquinho Brazão foi alvo de uma operação da PF que investiga desvio de verbas parlamentares. A ação resultou em prisões e bloqueio patrimonial.

Na quinta-feira, 9 de novembro, o deputado cassado Chiquinho Brazão, que já foi condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A ação visa investigar o desvio de verbas parlamentares e se deu através da Operação Emendatio, que mobilizou 60 policiais federais no Rio de Janeiro.
A operação resultou na execução de dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão. Entre os detidos estão Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor do irmão de Chiquinho, Domingos Brazão, e Robson Calixto Fonseca, ambos também condenados no caso Marielle Franco.
Os mandados de prisão foram emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga crimes envolvendo autoridades com foro especial, como deputados federais. O STF continua a conduzir o processo contra Chiquinho, mesmo após sua cassação pela Câmara dos Deputados em abril de 2025.
Além das prisões, a Operação Emendatio autorizou o bloqueio de bens no valor de R$ 100 milhões. A PF identificou que verbas oriundas de emendas parlamentares federais estavam sendo desviadas para organizações da sociedade civil (OSCs) no Rio de Janeiro, que possuíam contratos com a administração pública federal.
A investigação revelou práticas fraudulentas, como pagamentos indevidos e o uso de empresas de fachada. A PF busca coletar mais provas e identificar outros envolvidos, além de recuperar bens relacionados ao esquema. A operação investiga crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, refletindo a gravidade do desvio de recursos públicos.
Fonte: D24AM