Chuvas em Pernambuco causam tragédias e desabrigam famílias
As intensas chuvas em Pernambuco resultaram em mortes, deslizamentos e famílias desabrigadas. O governo federal oferece apoio às vítimas.

As fortes chuvas que atingiram o estado de Pernambuco durante o feriado de 1º de maio causaram sérios problemas, incluindo alagamentos, deslizamentos de terra e um saldo trágico de mortos, feridos e desaparecidos em diversas cidades. Até o momento, foram confirmadas quatro mortes, entre elas duas crianças.
Na capital, Recife, uma mulher de 24 anos e seu filho perderam a vida devido ao deslizamento de uma barreira que destruiu a residência da família no bairro Dois Unidos. O pai e outra criança da família foram resgatados, mas estão em estado grave, aumentando assim a preocupação com a segurança nas áreas afetadas.
Em Olinda, no bairro Passarinho, um novo deslizamento de terra resultou na morte de uma jovem de 20 anos e de seu filho de apenas seis meses. A situação se agravou com o solo saturado, dificultando os trabalhos de resgate, onde equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil conseguiram resgatar pelo menos 55 pessoas e quatro animais de estimação que estavam em locais isolados por conta dos alagamentos.
Na cidade de Recife, cerca de 80 famílias foram levadas para abrigos temporários, e a prefeitura ativou dez espaços emergenciais para acolher os desabrigados. O volume de chuva foi alarmante, com Recife registrando 175 milímetros, enquanto Goiana, na Zona da Mata Norte, ultrapassou 200 milímetros em um período de 24 horas, praticamente igualando a expectativa de chuva para todo o mês.
Além disso, em Timbaúba, a prefeitura declarou situação de emergência devido aos danos em estradas e pontes, resultando na desabrigação de 11 famílias e o desalojamento de outras 52. Atualmente, mais de mil pessoas estão fora de suas casas, com cerca de 900 delas em abrigos. A Defesa Civil continua em alerta, e o governo federal já anunciou apoio emergencial às áreas afetadas, enviando equipes da Defesa Civil Nacional para ajudar no atendimento às vítimas.
Fonte: D24AM