CIDH discute Massacre no Rio Abacaxis e chacina de Chiquitano
A CIDH realiza audiência sobre violações de direitos humanos na Amazônia, focando no Massacre dos rios Abacaxis e Mari-Mari e na chacina de Chiquitano.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) promove nesta quarta-feira (28) uma audiência pública que aborda os padrões de atuação policial em vilas e comunidades da Amazônia brasileira. Este evento faz parte do 197º Período de Sessões da Comissão, que ocorre de 26 a 30 de outubro na Cidade do Panamá.
Durante a audiência, serão discutidos dois casos significativos: o Massacre dos rios Abacaxis e Mari-Mari, que aconteceu em 3 de agosto de 2020, no Amazonas, e uma chacina contra o povo Chiquitano, no Mato Grosso, ocorrida também em agosto de 2020. Neste último caso, quatro indígenas foram assassinados após serem torturados, além de outras 17 mortes registradas nos meses seguintes, relacionado à violência policial na fronteira do Brasil com a Bolívia.
A audiência, intitulada “Brasil: Padrões de atuação policial em vilas e comunidades da Amazônia brasileira”, está programada para ocorrer das 16h às 17h30. As organizações que solicitaram a audiência incluem a Casa da Cultura do Urubuí (Cacuí), o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL), a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Este evento ocorre seis anos após operações policiais que resultaram em mortes de indígenas e ribeirinhos, além de denúncias de tortura, desaparecimentos e invasões de domicílios. A audiência busca fornecer à CIDH informações sobre as violações de direitos humanos ocorridas nas comunidades amazônicas e os impactos dessas operações sobre os povos indígenas e tradicionais.
A CIDH também discutirá mecanismos de prevenção e responsabilização em relação às operações policiais em territórios indígenas e ribeirinhos. A transmissão ao vivo da audiência estará disponível para a imprensa, possibilitando que o público acompanhe a discussão através do link de inscrição fornecido pela comissão.
Fonte: D24AM