Cientista russa morre em laboratório e gera alerta sobre peste
Daria Shipilova, de 28 anos, morreu após pneumonia desconhecida. Autoridades investigam possibilidade de contaminação por peste em laboratório.

Na Rússia, a morte da cientista Daria Shipilova, de 28 anos, vinculada ao Instituto de Pesquisa Antipeste em Irkutsk, gerou preocupações sobre segurança em laboratórios. Ela faleceu após desenvolver uma pneumonia de origem desconhecida, o que levantou suspeitas de contaminação por peste.
Agências de notícias estatais relataram que pode ter ocorrido um acidente de laboratório envolvendo a bactéria Yersinia pestis, responsável pela peste. O órgão de controle epidemiológico da Rússia, Rospotrebnadzor, afirmou que a situação na região de Shelekhov é estável e que não há risco imediato de contaminação.
Daria foi internada em um hospital local e, como precaução, cerca de duzentos profissionais que tiveram contato com ela foram colocados sob observação. As autoridades estão ativas na identificação de outras pessoas que possam ter tido contato com pacientes hospitalizados para prevenir uma possível propagação da doença.
A peste pode manifestar-se de três formas: bubônica, septicêmica e pulmonar. A transmissão, em geral, se dá por pulgas infectadas que parasitam roedores, mas a forma pulmonar pode ser transmitida diretamente entre humanos, aumentando significativamente o risco de surtos.
Embora a peste seja considerada rara atualmente, ainda não foi completamente erradicada. O último caso registrado na Rússia foi em 2016, quando um menino de 10 anos contraiu a doença após manusear uma marmota contaminada, mas sobreviveu devido ao tratamento médico rápido. As autoridades seguem monitorando focos naturais da doença na Mongólia, onde em 2023 foram identificadas 137 áreas endêmicas.
Fonte: D24AM