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CNPq Lança Chamada Pública para Pesquisas sobre Endometriose e Saúde Menstrual

O CNPq está com inscrições abertas até 12 de agosto para pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual, com investimento total de R$ 60 milhões.

Carlos Eduardo Lima2 min de leituraCNPq, endometriose, pesquisa
CNPq Lança Chamada Pública para Pesquisas sobre Endometriose e Saúde Menstrual
Foto: (Foto: © Frame/TV Brasil)

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou a abertura de uma chamada pública destinada a apoiar pesquisas sobre endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. O objetivo é desenvolver tecnologias e produtos inovadores que possam ser aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Os interessados em participar têm até o dia 12 de agosto para se inscrever. As propostas que forem selecionadas receberão financiamento de R$ 50 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de R$ 10 milhões oferecidos pelo grupo Alana, que visa criar uma rede nacional estruturante a partir dos projetos apoiados.

Conforme detalhado na chamada pública, as propostas devem se alinhar a um dos seguintes eixos temáticos: causa e prevenção, diagnóstico, tratamento, biorrepositório e impacto social. O grupo Alana destacou que a inclusão do tema impacto social é um diferencial que amplia o escopo das pesquisas, abordando não apenas os aspectos clínicos, mas também os sociais da endometriose e da saúde menstrual.

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Para que a proposta seja aceita, o responsável deve ter título de doutor, ser o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição que executará a pesquisa. Os resultados das propostas selecionadas serão anunciados em 2 de dezembro.

Uma pesquisa divulgada em 2026 pelo Alana e pelo Instituto Equidade.info revelou que seis em cada dez estudantes do ensino fundamental e médio que menstruam apresentam cólicas fortes ou moderadas, impactando negativamente sua rotina e levando ao uso de medicação. O estudo também mostrou que quatro em cada dez alunas faltam às aulas mensalmente devido a esse desconforto, evidenciando a necessidade urgente de abordar a dor menstrual no contexto escolar e social.

Fonte: D24AM

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