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Cólica Menstrual Afasta 4 em Cada 10 Alunas das Aulas no Brasil

Uma pesquisa revelou que 37,1% das alunas faltam às aulas mensalmente devido a dores menstruais. O estudo destaca a necessidade de políticas de saúde menstrual nas escolas.

Marina Ribeiro2 min de leiturasaúde menstrual, educação, pobreza menstrual
Cólica Menstrual Afasta 4 em Cada 10 Alunas das Aulas no Brasil
Foto: Professora orienta alunas em sala de aula: seis em cada dez estudantes que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas (Foto: Douglas Lopes/Divulgação)

De acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info, seis em cada dez estudantes do ensino fundamental e médio que menstruam relatam sofrer de cólicas fortes e moderadas que impactam sua rotina escolar. Este levantamento, que incluiu 2.551 estudantes, revelou que aproximadamente 37,1% das alunas faltam às aulas mensalmente devido a estas dores.

A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (27), em um contexto que antecede o Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado em 28 de setembro. O objetivo dessa data é promover discussões sobre o estigma e a pobreza menstrual que afetam meninas e mulheres em todo o mundo. A sondagem foi realizada em fevereiro de 2023 e abrangeu estudantes das redes pública e privada em todas as regiões do Brasil.

O estudo revelou que 57,7% das alunas mencionaram cólica como o principal sintoma que as impede de comparecer às aulas, levando a cerca de dois dias de faltas mensais. Sofia Reinach, líder da iniciativa de Endometriose e Saúde Menstrual do Instituto Alana, destacou que a ausência dessas alunas pode prejudicar não apenas a aprendizagem, mas também o vínculo com a escola e as oportunidades educacionais ao longo da vida.

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Além das dores menstruais, a pesquisa também apontou disparidades raciais. Embora as alunas negras relatem sentir menos cólicas fortes, elas faltam mais às aulas do que as alunas brancas. O estudo identificou que 14,5% das alunas negras faltam de dois a cinco dias por mês devido a sintomas menstruais, enquanto esse índice é de 9,6% entre as brancas. Sofia Reinach comentou que é crucial que a dor menstrual seja reconhecida como um problema coletivo, e não apenas uma questão individual.

O acesso a infraestrutura adequada também é uma preocupação levantada pela pesquisa. A falta de banheiros e produtos de higiene é um fator que contribui para as ausências, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. A estudante Ana Clara Maimoni, de Brasília, mobilizou esforços para arrecadar absorventes para uma escola local, ressaltando a importância de abordar a questão da menstruação nas escolas e garantir um ambiente que promova a dignidade menstrual. O estudo do Instituto Alana conclui que é essencial incluir a saúde menstrual nos protocolos escolares para garantir o direito à aprendizagem e reduzir as desigualdades que afetam as estudantes.

Fonte: Amazonas Atual

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