Colômbia intensifica militarização em Cúcuta; entenda os motivos
O governo colombiano, sob a liderança de Abelardo de la Espriella, anunciou a militarização de Cúcuta após uma série de ataques relacionados ao narcotráfico, visando aumentar a segurança na região.

O governo da Colômbia decidiu intensificar a militarização de suas cidades em resposta ao aumento de ataques por grupos armados e à crescente disputa por territórios associados ao narcotráfico. Na última quinta-feira, 29 de setembro, o presidente Abelardo de la Espriella anunciou a presença temporária do Exército em Cúcuta, um município com mais de 800 mil habitantes localizado na fronteira com a Venezuela.
A decisão de De la Espriella foi tomada após eventos alarmantes, incluindo o assassinato de Miguel Castellanos Serrano, um político que era pré-candidato à prefeitura, e uma explosão que resultou em feridos. O governo afirmou que a operação militar tem como objetivo recuperar o controle das áreas assoladas pela criminalidade e proteger a população local.
Além do envio de tropas, o presidente anunciou que, a partir de 3 de novembro, será ativada a operação Esparta e o Bloco de Segurança Urbana. Essas iniciativas buscam combater as organizações criminosas e enfraquecer suas fontes de financiamento, em um contexto de crise crescente em Cúcuta.
A situação de segurança na cidade se deteriorou rapidamente. Apenas no dia 26 de setembro, Castellanos foi morto a tiros na companhia do filho, e no dia seguinte, um artefato explosivo detonou próximo à sede da Direção de Impostos e Alfândegas Nacionais (DIAN), ferindo seis pessoas. Cúcuta já havia sido cenário de um atentado em setembro, onde um carro-bomba em uma delegacia deixou um civil morto e pelo menos 11 feridos.
A localização estratégica de Cúcuta, no departamento de Norte de Santander, a torna vulnerável a atividades criminosas, sendo um ponto frequentado por grupos armados como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Farc. Essas organizações disputam o controle de rotas de tráfico de drogas e outras atividades ilegais, como a mineração clandestina, o que traz uma onda de violência à região.
Fonte: D24AM