Comando Vermelho ataca residências de policiais em Manaus em menos de 48 horas
Em dois dias, casas de policiais militares em Manaus foram atacadas a tiros pelo Comando Vermelho, levantando preocupações sobre segurança e retaliação. Ninguém ficou ferido nos incidentes.

MANAUS - Em um curto intervalo de 48 horas, duas residências de policiais militares em Manaus foram atacadas a tiros, ambas atribuídas ao Comando Vermelho (CV). O primeiro incidente ocorreu na noite de terça-feira, 14 de novembro, quando a casa de um cabo, localizada no bairro Jorge Teixeira, na zona leste, foi alvo de disparos.
No dia seguinte, quarta-feira, 15 de novembro, a casa da ex-mulher de outro policial militar sofreu o mesmo destino na rua Adalberto Rangel, no bairro Compensa, na zona oeste de Manaus. Apesar dos ataques, felizmente, ninguém ficou ferido, mas os moradores relataram ter ouvido diversos tiros e chamaram a 8ª Cicom (Companhia Interativa Comunitária), que prontamente enviou três viaturas ao local.
Os policiais que atenderam a ocorrência encontraram marcas de tiros na fachada e nas paredes da residência, tanto no primeiro quanto no segundo andar. Testemunhas afirmaram que a ação envolveu pelo menos quatro criminosos; dois deles chegaram em uma moto Honda Factor vermelha, sendo que o passageiro usava uma camisa vermelha. Outros dois suspeitos estavam em um carro preto, supostamente armados com um fuzil.
A ex-esposa do policial Alexandre da Silva Magalhães declarou à polícia que acredita que o ataque represente uma retaliação contra a família do agente. Após a ação, os criminosos conseguiram fugir antes da chegada das autoridades. O caso foi formalmente registrado na Polícia Civil do Amazonas.
Este segundo ataque ocorreu um dia após o primeiro, que envolveu a residência do cabo Dantos Magalhães da Costa, do Batalhão de Trânsito, também na zona leste. Tanto Dantos quanto Alexandre Magalhães são acusados pelo Comando Vermelho de estarem envolvidos em um suposto esquema de roubo de drogas da facção. Até o presente momento, a Polícia Militar do Amazonas não se manifestou oficialmente sobre os ataques, e solicitações de posicionamento foram feitas pelo portal ATUAL, sem resposta até o fechamento desta matéria.
Fonte: Amazonas Atual