Conflito no STF: Moraes e Mendonça podem se enfrentar por 17 anos
A crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no STF está longe de acabar, com a possibilidade de convivência por mais 17 anos.

Em Brasília, a tensão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e André Mendonça, se intensificou devido a um recente episódio que expôs um conflito interno na Corte. A divulgação de supostas mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro gerou uma série de decisões e acusações, colocando os dois magistrados em lados opostos.
Apesar da crise atual, a convivência entre Moraes e Mendonça está prevista para se estender por muitos anos. A aposentadoria compulsória de Moraes está agendada para 13 de dezembro de 2043, enquanto Mendonça deve deixar o cargo em 27 de dezembro de 2047. Isso significa que, pelo menos, os dois ainda trabalharão juntos no STF por mais 17 anos.
A situação se agravou após a revelação de documentos da Polícia Federal que incluíam mensagens supostamente enviadas por Vorcaro a Moraes. Em um curto período de três dias, o caso evoluiu para um intercâmbio de acusações entre os ministros, além da abertura de investigações para averiguar os desdobramentos da crise.
A tensão se acentuou quando Moraes solicitou que Mendonça fosse investigado por possíveis condutas relacionadas a improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade. Em resposta a esse pedido, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidiu que a solicitação de Moraes deve ser retirada do inquérito das fake news e tramitar em um processo separado.
Fachin também determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja consultada sobre a questão. O órgão terá um prazo de cinco dias úteis para apresentar um parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento, além de se manifestar sobre as acusações levantadas.
Fonte: D24AM