Coreógrafos do Amazonas levam Boi-Bumbá e dança Afro a São Paulo
Os coreógrafos Bruno Munduruku e Josian Ramos ministram oficina de dança em Osasco, promovendo a cultura do Boi-Bumbá e afro-brasileira.

A cultura do Boi-Bumbá de Parintins está se expandindo além das fronteiras do Amazonas, ganhando novos espaços de formação artística em São Paulo. Nesta quinta-feira, dia 5, os coreógrafos amazonenses Bruno Munduruku e Josian Ramos, representantes da Instituição Cultural e Educacional Arte Sem Fronteiras, estarão em Osasco para conduzir a Oficina Boi de Quilombo.
A oficina, que ocorrerá das 18h às 20h no Estúdio Movimento em Foco, uma das principais escolas de dança do Sudeste, busca integrar a técnica da dança afro-brasileira com a rica tradição do boi-bumbá da Ilha da Magia. O objetivo é propagar a manifestação cultural do “dois pra lá e dois pra cá” para outros estados do país.
Em sua passagem por São Paulo, Bruno e Josian compartilham suas experiências acumuladas ao longo da carreira de coreógrafos, difundindo os conhecimentos adquiridos no Festival Folclórico de Parintins. A atuação dos profissionais é marcada pela valorização da movimentação e da corporeidade dos itens do Boi-Bumbá, envolvendo rituais indígenas, lendas amazônicas e as tradições dos bois Caprichoso e Garantido.
Bruno Munduruku destaca que essa oportunidade de levar as danças populares para outros estados é crucial para aumentar o reconhecimento das manifestações culturais do Amazonas. Segundo ele, o projeto possui duas vertentes: a movimentação tribal do Boi-Bumbá e as danças afro-brasileiras, que são interligadas, proporcionando uma experiência única aos participantes.
Josian Ramos, também coreógrafo e membro do povo Kokama, expressa sua empolgação em representar a cultura amazônica em São Paulo. Para ele, essa viagem é uma oportunidade de transmitir a essência do Boi-Bumbá, que é mais do que uma dança; é a história, a resistência e a alegria do povo amazônico. Ambos os coreógrafos acreditam que o projeto Boi de Quilombo é essencial para a preservação e valorização dos saberes tradicionais, promovendo um intercâmbio cultural sem perder a essência do que realmente é o Boi-Bumbá.
Fonte: D24AM